13 de abril de 2011

Autoconhecimento


Apesar de existirem muitos livros sobre a importância do autoconhecimento e das ações de formação que visam promover a capacidade para reconhecermos as nossas características psicológicas, ninguém é capaz de fazer uma auto-avaliação rigorosa de todos os parâmetros emocionais. É certo que precisamos de um grau de autoconhecimento elevado para que possamos lutar pelos nossos objetivos e, consequentemente, sentirmo-nos realizados. E também é verdade que cada pessoa acaba por considerar que é o melhor juiz de si mesmo. Mas até que ponto conseguimos ser rigorosos na auto-análise? Por que delegamos tantas vezes nos outros a identificação das nossas principais qualidades e dos nossos maiores defeitos?

Em  psicoterapia propõe-se muitas vezes às pessoas que colham, por escrito, pequenos textos das pessoas que compõem a sua rede social. Propõe-se que se confrontem com as opiniões daqueles com quem se relacionam – quer intimamente, quer a um nível mais superficial. A experiência é quase sempre enriquecedora e terapêutica.

Cada pessoa é normalmente capaz de identificar alguns dos seus traços de personalidade. Qualquer pessoa é capaz de avaliar os seus níveis de ansiedade. Mas os amigos são a melhor medida no que diz respeito, por exemplo, à avaliação da inteligência e da criatividade. Por outro lado, até um estranho é capaz de fazer uma avaliação rigorosa a propósito de um domínio específico: a extroversão.

A personalidade não é aquilo que nós pensamos que somos; é aquilo que nós somos. Algumas pessoas pensam que, por definição, nós somos os especialistas sobre a nossa personalidade porque começamos por escrever a nossa história, mas a personalidade não é a história - é a realidade. O que é que isto quer dizer? Nós podemos transmitir aos outros a nossa “versão” a respeito de quem somos – com base nos nossos pensamentos – mas as pessoas com quem nos relacionamos vêem a realidade, independentemente daquilo em que nós acreditamos.

Nós revelamo-nos através de tudo aquilo que dizemos ou fazemos. Difundimos a nossa personalidade através da roupa que escolhemos, da forma como decoramos a nossa casa ou até daquilo que colocamos no perfil de redes sociais. Revelamo-nos involuntariamente, deixando pistas acerca da nossa personalidade, de que nem sempre temos consciência.

Em média, as pessoas que nos conhecem melhor conhecem-nos tão bem quanto nós mesmos – nem melhor nem pior. Há coisas que nós sabemos sobre nós próprios e que elas não sabem e há coisas que elas sabem a nosso respeito e que nós não sabemos. Este confronto é normalmente muito interessante.

Escrito pela Psicóloga Cláudia Morais

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Fernanda T. Lima - Psicóloga

12 de abril de 2011

Quer perder peso? Então tome café da manhã!



A refeição matinal, que supre nossas necessidades depois de um longo jejum, é muito importante!
A primeira refeição do dia é fundamental, ninguém mais discute isso. É muito importante comer bem assim que você acorda porque passou muito tempo sem se alimentar, enquanto estava dormindo.

Nesse período, o organismo praticamente esgotou as reservas de energia, que se não forem repostas o deixarão desatento e fraco , o que certamente vai prejudicar seu desempenho escolar ou em outras atividades físicas e intelectuais.
Quem não toma café da manhã acaba comendo um volume maior no almoço, exagerando na gordura e nas calorias. Então, se você está querendo perder peso, a dica é: tome um ótimo café da manhã!
O café da manhã é uma boa oportunidade de consumir cereais integrais, já que, em muitos casos, não estão disponíveis nas outras refeições, feitas geralmente fora de casa. As fibras aumentam a sensação de saciedade e agem diretamente no controle do colesterol e da glicemia em pessoas diabéticas.

E antes de tudo, tomar um copo dágua é recomendado.

Mais dicas para um bom café da manhã:
* O segredo para um café da manhã saudável é a variedade de alimentos. Nosso organismo necessita de 44 tipos de nutrientes para nutrir as células. E imagine,o nosso corpo é só células. Por isso é necessário ressaltar que um único alimento não é capaz de fornecer todos os nutrientes necessários para nossa saúde.

* Se não tiver o costume de tomar café da manhã, comece com uma fruta, iogurte ou torrada integral e vá aumentando gradativamente até se acostumar.

* Se não pode perder tempo de manhã, inclua alimentos práticos como iogurte natural desnatado, suco natural de fruta sem açúcar e sem adoçante, torrada integral e frutas como maçã, pêra ou banana com cereal integral.

* Uma outra dica para driblar a falta de tempo é montar uma mesa na noite anterior e deixar tudo pronto na geladeira. Aí realmente não tem desculpa para pular a refeição mais importante do dia.

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Carolina Arzua - Nutricionista

7 de abril de 2011

Comer mal é um vício?




Quando alguém menciona drogas viciantes, o que vem a mente são substâncias ilegais. Pelo que se sabe, não há níveis seguros para o consumo de drogas. A orientação é ficar longe delas. Agora, a ciência médica acrescentou à lista de produtos capazes de provocar dependência algo próximo de nós: a comida gordurosa. Um estudo publicado pela Nature Neuroscience sugere que o consumo de alimentos ricos em gordura leva ao desenvolvimento de um tipo de dependência parecida com a que afeta os viciados em cocaína e heroína. O cérebro dos ratos superalimentados, assim como os dependentes químicos, apresentou uma queda acentuada nos níveis de substâncias responsáveis pelas sensações de prazer, conhecidas como receptores de dopamina. Com menos receptores, o organismo precisa de quantidade de gordura cada vez maiores para que o cérebro registre satisfação. É o mesmo mecanismo do vício em drogas. A pesquisa, feita apenas em ratos, confirmou em laboratório pela primeira vez aquilo de que muitos especialistas já suspeitavam: certos tipos de comida viciam.
Convivemos com substâncias potencialmente perigosas o tempo inteiro sem que nos tornemos necessariamente reféns delas. Com a comida não é diferente: tudo depende das escolhas individuais e das circunstâncias.
Lembre-se sempre: mantenha uma alimentação balanceada, pratique exercícios físicos com regularidade e cuide de sua saúde emocional, só assim você será uma pessoa plenamente saudável e feliz!

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Fernanda T. Lima - Psicóloga

5 de abril de 2011

Cigarro – Vilão dos Nutrientes

A nicotina compete com os nutrientes vindos dos alimentos na absorção celular. Ou seja, entra no lugar destes, o que faz com que eles não sejam aproveitados da maneira que deveriam. Isso acontece principalmente com as vitaminas e os minerais. É por essa possível falha na absorção que os fumantes devem ter um cuidado especial com a alimentação. Aumentar o consumo de frutas, legumes, vegetais folhosos e oleaginosas, como nozes, castanhas e avelãs, é um bom caminho para tentar compensar o prejuízo que a nicotina traz à absorção dos nutrientes. A melhor opção seria parar de fumar, o que traria um grande benefício para a saúde como um todo.

Falando nisso, parar de fumar realmente engorda? Essa é uma dúvida freqüente daqueles que pensam em largar o vício e muitas vezes, resistem devido a este fato. Infelizmente, é verdade. As pessoas que abandonam o cigarro têm uma certa tendência a aumentar seu peso corporal. Isso porque a nicotina aumenta o dispêndio energético, ou seja, os fumantes gastam cerca de 10% mais energia em confronto com aqueles que não fumam, além de ter influência no metabolismo das gorduras. Outros fatores estão também associados a esse ganho de peso, principalmente aqueles efeitos iniciais relacionados à abstinência, como insônia e ansiedade. E também a melhora do olfato e do paladar que já degusta melhor os alimentos. Porém esse aumento de peso é de no máximo 10% a mais que o peso inicial, sendo mais comum o ganho de 1 a 2 quilos após o abandono do vício e estes quilos a mais geralmente são perdidos em alguns meses.

No entanto os quilos a menos dos fumantes não é grande vantagem. Pesquisas revelaram que, embora os fumantes tenham em geral um peso menor que os não fumantes, eles têm má distribuição de gordura, sobretudo na região pélvica, prejudicando a conformação corporal principalmente nas mulheres!!!

Mesmo com tantas evidências, este ganho de peso pode influenciar as recaídas, mas nada que a dupla imbatível dieta balanceada-exercícios físicos não possa resolver. Aumentar o consumo de frutas e hortaliças, evitar o consumo excessivo de doces, frituras e gorduras, beber bastante água, preferir carnes magras, fazer uma dieta fracionada, comendo de quatro a seis vezes ao dia. Esses são passos que, aliados a pelo menos trinta minutos de atividade física diários, auxiliam na manutenção do peso e no sucesso do tratamento.

E quais são os benefícios de parar de fumar?
-Após 20 minutos a pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal.
-Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue do fumante.
-Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
-De 12 a 24 horas após o último cigarro, os pulmões já funcionam melhor.
-Após 2 dias, o olfato já percebe melhor o cheiro e o paladar já está mais sensível.
-Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
-Após 1 ano, o risco de morte por infarto já foi reduzido pela metade.
-De 5 a 10 anos depois de parar de fumar, o risco de infarto será igual ao de pessoas que nunca fumaram.




Fonte: Rosemberg, José. Nicotina Universal.1997. Disponível em:
http://www.inca.gov.br/tabagismo/publicacoes/nicotina
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Carolina Arzua - Nutricionista

1 de abril de 2011

AQUI e AGORA


Vive bem o teu aqui e agora.
Não tenhas medo do presente,
Saudades do passado ou  esperes o futuro
Vive bem o teu hoje.

O mundo conta contigo
Com tua alegria
Com tua presença
Com tuas vitórias e, também
Com os teus fracassos e medos.

O outro precisa de ti, amigo
Justo e crente nele e em suas possibilidades,
Sejam elas quais forem.
E ele também te espera       
            
Para te dar apoio e força quando dele precisar
Não deixes que a mágoa, ou o medo,
Ou o rancor, ou a saudade
Endureçam teu coração
E te façam passar pela vida sem vivê-la.

Só te atingirá
O que te permites que te atinja
Tu és responsável por ti
E pela tua alegria e pelo teu aqui e agora!

Não adies e nem esqueças.
Porque o mundo não para e não espera por ti.
E não passarás duas vezes pelo mesmo caminho...
Vive...

(Texto de Miriam Timm Sarl) 

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Aliandra F. Veiga - Naturóloga 


30 de março de 2011

Controle Seu Impulso Alimentar


Não se pode negar que há um forte componente psicológico e comportamental na dependência por um determinado alimento. É o que acontece por exemplo naqueles dias em que você chega em casa depois de um dia difícil de trabalho e tudo o que quer é "cair de boca" em uma torta de chocolate, doce e gordurosa.
Bom... e o que fazer?

- Aprenda a identificar os alimentos que causam compulsão no seu caso. Há os mais comuns (café, chocolate e alimentos gordurosos), mas outros podem ser acrescentados à lista como sal e o refrigerante. Preste atenção no tanto que está ingerindo, tentando diminuir um pouco por dia.
- Observe a situação. Sempre que sentir um desejo demasiado por determinado alimento, preste atenção em como você está se sentindo: aborrecido, triste, ansioso. Nesses momentos é comum sentir vontade de alimentos que trazem recordações boas, como as da infância. Busque uma solução mental que não seja o alimento.
- Distraia-se. Quando sentir uma vontade louca por um alimento, tente fazer alguma atividade que mude o seu foco.

Caso sinta muita dificuldade em controlar e identificar esses fatores procure ajuda profissional especializada.

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Fernanda T. Lima - Psicóloga

28 de março de 2011

Alimentação X Humor


A alimentação é um fator muito importante que influencia totalmente o nosso humor.
Um corpo com uma boa eliminação de resíduos é um corpo limpo e feliz. Um corpo bem nutrido e limpo consegue viver melhor e cumprir com as suas funções individuais e coletivas com mais alegria.
Nos países tropicais, os alimentos que mais aumentam o astral são as frutas e as hortaliças. As frutas cítricas são ricas em vitamina C (fortalecem o sistema imunológico); banana e mamão lubrificam os intestinos, além de cereais integrais (arroz, pão, aveia, trigo etc.) bem mastigados. Também as castanhas, principalmente as nozes, são boas para o cérebro.
Os mais leves e digestivos são os alimentos crus e bem mastigados, não fritos, com pouco sal e ricos em fibras. É sempre bom evitar carnes gordas e embutidos (salame, presunto, linguiça, salsicha etc.)


Banana: a fruta é um carboidrato rico no aminoácido triptofano. Este aminoácido é uma substância precursora da serotonina. Sem serotonina, o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade, mal humor e hiperfagia (aumento exagerado da fome). A serotonina também é considerada como sendo uma substância anorexígena, diminuindo a compulsividade e a fome.

Abacate: esta fruta rica em ácido fólico, vitamina B3 ( niacinamida) e potássio. O abacate também tem mais proteína que qualquer outra fruta, cerca de 2 g para cada porção de 110 g. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. A niacinamida ( Vitamina B3) tem ação específica sobre o sistema nervoso central, colaborando com a manutenção de hormônios que regulam as substâncias químicas do cérebro e garante efeito relaxante. Esta vitamina tem ação conjunta com o ácido fólico, que atua como coenzima de diversos neurotransmissores do bom humor. Dica: fique atento ao valor calórico da fruta: cada 110 g contém cerca de 200 calorias.

Mel: o alimento é um carboidrato fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem estar melhorando a função da serotonina no cérebro. O mel tem uma função importante como regenerador da microflora intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer..

Nozes: esta oleaginosas possui vitamina B1 (tiamina), que ajuda a converter glicose em energia. Também imita a acetilcolina, neurotrasmissor que possui um papel nas funções cerebrais relacionadas com memória e cognição. Também carrega o Inositol (fosfatidilinositol), substância reconhecida como parte do complexo B, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina.

Ômega 3: os peixes de água fria (salmão, atum, cavalinha) são considerados excelentes fontes de ômega 3 , um ácido graxo com efeito protetor sobre os neurônios. A relação de consumo desse ácido graxo e a felicidade, está no aumento na produção dos receptores de neurotransmissores como: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina que protegem o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres, substâncias responsáveis pelo envelhecimento celular.

Lentilha: é fonte de proteínas vegetais e cálcio, contribuindo significativamente para a regulação da flora intestinal. O equilíbrio do cálcio e magnésio no organismo atua no metabolismo cerebral e na produção de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.



Postado por,
Carolina Arzua - Nutricionista