11 de junho de 2011

Vinho e saúde




"Vinho e comida foram feitos um para o outro", define o cardiologista Jairo Monson de Souza Filho. O médico, que há 20 anos estuda os efeitos da bebida na saúde humana, garante que este é o líquido mais favorável à digestão. "Isso, claro, se não houver qualquer contra indicação ao seu consumo", ressalta. O especialista afirma que para melhor usufruir de seus benefícios, ele deve ser tomado moderadamente durante as refeições. 

"Quando se ingere a bebida junto aos alimentos, diminui-se muito o volume de radicais livres na circulação sanguínea durante a digestão. E é justamente neste período que a quantidade de gorduras circulantes é maior. Com isso, há menos chance delas serem oxidadas pelos radicais livres, que acarretaria na formação e deposição de placas de gorduras nas paredes dos vasos sanguíneos", explica Filho. 
Sobre a dose diária de vinho recomendada, o cardiologista destaca que a grande preocupação é por conta do volume de álcool. "Uma quantidade acima do que o organismo consegue metabolizar pode causar dano orgânico", diz. No entanto, a metabolização do álcool é individual e depende de fatores diversos, como gênero, peso corporal, e, mais especificamente, peso do fígado e a quantidade de enzimas necessárias para este processo. 

Para a maioria dos homens seria seguro beber até 30 gramas de álcool (o equivalente a 300 ml de vinho a 12,5 ºGL) por dia e para as mulheres, 20 gramas (o equivalente a 200 ml de vinho a 12,5ºGL), sugere o médico.

De acordo com o especialista, não há um tipo de vinho que seja mais eficaz para o processo digestivo. No entanto, o gás carbônico presente nos espumantes aumenta a produção de suco gástrico, o que é amplamente favorável para a digestão.

Processo digestivo
O especialista afirma que substâncias encontradas no vinho facilitam a digestão de inúmeras maneiras, como: 
- Diminuindo os movimentos peristálticos do intestino delgado e do intestino grosso, aumentando, consequentemente, a permanência dos alimentos no tubo digestivo e dando mais tempo para as enzimas os processarem. 

- Estimulando a vesícula biliar a descarregar uma quantidade maior de bile no início do intestino delgado, facilitando a digestão das gorduras. 

- Melhorando a digestão dos açúcares, ampliando a sensibilidade dos tecidos à insulina.  

Doenças 
Segundo o cardiologista, algumas das doenças do sistema digestivo que podem ser evitada com o consumo de vinho são:
- Úlcera nervosa: os polifenóis do vinho protegem esse tipo de agressão ao estômago por bloquear duas enzimas: as histidinacarboxilase e a hialuronidase. 

- Esofagite de refluxo: uma suplementação de antioxidantes garantida pela bebida pode ajudar tanto no tratamento como na prevenção da doença. 

- Esôfago de Barret: uma condição clínica pré-cancerosa ativada pela proliferação de células Ciclo-oxigenase-2 (Cox-2). Os polifenóis do vinho são eficientes para impedir a proliferação destas células. 

- Pedras nos rins: o ácido tartárico, encontrado na bebida, é capaz de desmanchar os cálculos de oxalato de cálcio das vias urinárias. 

- Colesterol: a quercitina, presente no vinho, diminui a absorção de gorduras aumentando a sua eliminação nas fezes e diminuindo o nível de colesterol no sangue. 

8 de junho de 2011

Amar a si mesmo




Amar a si mesmo é um requisito fundamental para que o ser humano possa vivenciar a felicidade. Embora tenhamos aprendido que a auto-estima é individualista e egoísta, ela é essencial para que possamos nos expor ao mundo com coragem e confiança.

Aquele que não ama a si próprio, não reconhece em si qualidades e talentos e se acha inferior ao resto do mundo, e, por consequência, dificilmente conseguirá amar verdadeiramente o outro, pois seu amor será sempre revestido de medo.

Quando não nos amamos, tememos que o outro descubra que não somos bons o suficiente para merecer seu amor e nos empenhamos desesperadamente em satisfazer os seus desejos, como forma de garantir a afeição que ele sente por nós.

Esta consciência só nasce a partir de uma profunda reflexão acerca de nossas qualidades e defeitos e do entendimento de que somos únicos e especiais, não importa o quanto tenhamos errado ou nos desviado da verdade. Muitas pessoas só conseguem chegar a este conhecimento maior de si através de psicoterapia.

Importante ressaltar que sempre é tempo de recuperamos a nossa auto-estima se reconhecermos que os erros são fundamentais em nosso processo evolutivo. Se formos capazes de nos amar apesar de nossos fracassos, certamente estaremos nos dando a oportunidade de trilhar novos caminhos e descobrir em nós poderes até então desconhecidos.

Escrito por: Elisabeth Cavalcante

7 de junho de 2011

Alimentos e a Libido


Conheça os alimentos e nutrientes que melhoram o desempenho sexual e a fertilidade. 

Ácidos graxos essenciais (ômegas 3, 6, 7 e 9) : fundamentais para a produção de hormônios sexuais e ajudam o corpo no armazenamento de vitaminas que aumentam o desejo. 

Excelentes fontes são: oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, pistache, avelãs), óleos vegetais (sacha inchi, linhaça, azeite de oliva extravirgem, macadâmia), semente de linhaça. 

Arginina: encontrada no chocolate, cereais integrais e oleaginosas, é um aminoácido que promove aumento do fluxo sanguíneo do pênis devido a vasodilatação promovida, e evita o risco de impotência sexual.

Magnésio: mineral importante para a produção de hormônios sexuais e neurotransmissores que causam a sensação de prazer. O magnésio é encontrado nos vegetais folhosos verde escuros, oleaginosas, painço, quinua. 

Selênio: essencial para a produção dos espermatozóides. Tem funções como melhorar a qualidade do esperma e a fertilidade em homens. A castanha do Brasil é uma das principais fontes. 

Vitamina A: regula a síntese de progesterona, importante hormônio sexual. Encontrada em hortaliças e frutas de cor amarelo-alaranjadas, vegetais folhosos verde escuros ou em cápsulas de betacaroteno. 

Vitamina B1: fundamental para uma adequada transmissão nervosa e produção de energia pelo corpo, que é essencial para a libido. Encontrada no levedo de cerveja, cereais integrais, cacau, amendoim.

Vitamina E: encontrada principalmente no gérmen de trigo e nos óleos vegetais, também participa da produção de hormônios sexuais, estando relacionada ao aumento da libido e do apetite sexual.

Zinco: mineral que promove a modulação dos níveis do hormônio testosterona e da produção de sêmen. Sua deficiência leva à falha na ovulação e diminuição do desejo sexual, em mulheres. Nos homens, pode causar impotência sexual. As principais fontes alimentares de zinco são ostras, grão de bico e demais leguminosas, semente de abóbora, cereais integrais, oleaginosas, semente de gergelim, tahine e chocolate amargo. 

Triptofano: aminoácido precursor de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e felicidade. Encontrado no chocolate amargo, quinua, leguminosas, banana, arroz integral, castanhas, nozes, morango, laranja, tâmara e ovos. 

Amendoim: fonte de vitamina B3, que colabora para a vasodilatação sangüínea, melhorando a circulação na região do órgão masculino. Contém vitamina E, que participa da produção de hormônios sexuais, estando relacionado ao aumento da libido e do apetite sexual. 

Cacau: fonte de feniletilamina, fornece a sensação de prazer. 

Gengibre: possui ação estimulante auxiliando na prolongação da função erétil. Pode ser consumido na forma de chá ou para temperar receitas doces e salgadas. 

Café: por ser rico em cafeína, possui ação estimulante. Pessoas com hipertensão arterial, devem consumir com orientação de um nutricionista. 

Alguns alimentos devem ser evitados, pois exercem ação contrária no desejo sexual. Frituras, alimentos gordurosos, doces e carnes, devido ao alto teor de gordura, dificultam a digestão e impedem a circulação adequada de sangue. Bebidas alcoólicas em excesso também são prejudiciais – podem causar impotência sexual.

 


26 de maio de 2011

O que vem primeiro: obesidade ou depressão?



Aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam depressão.

A idéia que temos de nós mesmos é um grande impulso para o sucesso ou para a derrota. Os obesos carregam "o peso" de que não são capazes de vencer a guerra contra a balança, principalmente após inúmeras tentativas frustradas de emagrecer. Além disso, manter o bom humor frente a qualquer doença crônica é muito difícil e é justamente o que ocorre com a obesidade. Na maioria das vezes, a doença vence o paciente pelo cansaço e impõe um enfrentamento com limitações, fraquezas e até com o próprio desconhecimento de como tratar individualmente cada caso de obesidade, já que eles são tão diferentes entre si.

Para muitos especialistas, não há dúvida quanto a associação das duas doenças. Aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam depressão. Além é claro dos inúmeros casos de melancolia e tristeza em lidar com algo tão difícil, gerado pela rotina de ter que lutar contra a balança.

As primeiras dietas são sempre coroadas de êxitos. A perda de peso que ocorre na maioria das primeiras tentativas é facilmente compreendida pelo maior engajamento dos pacientes nas dietas propostas e nas várias mudanças de estilo de vida que eles se dispõem a fazer. Como, no entanto, a manutenção de peso ainda é o calcanhar de Aquiles dos tratamentos para a obesidade, os pacientes voltam a engordar. E novas dietas são implementadas trazendo à tona a noção da fragilidade da perda de peso.

A associação da obesidade com a depressão, principalmente entre jovens, traz consigo o fantasma dos transtornos alimentares. É mesmo muito preocupante o grau de insatisfação corporal entre os adolescentes em todo o mundo. Mais de 25% dos meninos e 50% das meninas desejam perder peso, incluindo estatísticas de povos orientais. O mais impressionante de tudo isso é que 81% deles são considerados de baixo peso ou de peso normal e 20% deles recorrem a métodos inadequados para alcançar seus objetivos de peso ideal, como dietas restritivas, medicamentos para emagrecer e a prática de vômitos autoinduzidos.

A pergunta "O que vem primeiro: a obesidade ou a depressão?", acredite, é muito difícil de ser respondida. Muitas vezes, a depressão leva à obesidade, principalmente quando a depressão é acompanhada de grande ansiedade e compulsão alimentar. As pessoas comem não somente por fome. Comem por prazer de comer, e, muitas vezes, para compensar o desprazer e a tristeza. Comem como forma de presentear-se. Além disso, uma parte dos medicamentos utilizados para o tratamento da depressão leva ao ganho de peso e isso não pode ser desconsiderado na avaliação desses pacientes.

Os sintomas depressivos também podem estar mascarados pelos sintomas da obesidade. É comum entre os obesos sinais de apatia, sonolência, dores no corpo, desânimo e fadiga, muito frequentes também nos quadros depressivos. Um dos sintomas mais frequentes da depressão é o desânimo, o que dificulta qualquer atitude em relação à prática de atividade física, que poderia mudar o prognóstico de ambas as doenças.

O psiquiatra Wolme Cardoso Alves Neto, afirma que este é um tema bastante polêmico e controverso, motivo de grande discussão no própio meio científico. "Na realidade, é uma grande simplificação dizer que a obesidade ‘vem da depressão’. Não há dúvida que a obesidade é uma consequência de um problema de ordem psíquica, mas dizer que ‘é da depressão’ seria equivocado", avaliou o especialista, informando que o próximo manual diagnóstico que codifica as doenças psiquiátricas deverá incluir a obesidade como uma doença em separado (hoje é dado o diagnóstico de Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica, em geral para a obesidade mórbida).

Para o Dr. Wolme, trata-se de um problema bastante complexo e heterogêneo, sem uma causa única que serviria para todos. "Várias alterações biológicas como nível de grelina e leptina (hormônios relacionados à fome e à saciedade, respectivamente) também estão sendo implicados. Claro que uma pessoa obesa tem uma chance muito maior de ter algum distúrbio em sua saúde mental que a população não-obesa e, eventualmente, também contribuindo para piorar um distúrbio de humor já existente como o Transtorno Depressivo. De fato, então, é uma via de mão-dupla, como sempre", concluiu o psiquiatra.


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Fernanda T. Lima - Psicóloga

25 de maio de 2011

Dica: Sanduíche Especial para as Grávidas



 
Durante a gestação, é fundamental incluir no cardápio as melhores fontes de gordura.

Uma dica dos nutricionistas
é abrir espaço no prato para as chamadas gorduras mono e poli-insaturadas, que zelam pela saúde cardiovascular. Alimentos como o azeite de oliva, os peixes, as castanhas, as amêndoas e as nozes são os grandes fornecedores dessa dupla benéfica.

Por outro lado, a gestante deve banir da dieta a mal-afamada gordura trans, que ainda aparece em alguns alimentos e tem sido associada com a resist
ência há insulina, ou seja, pode servir de estopim para o diabete. Para não cair em ciladas, observe com atenção os rótulos.

Confira, agora, uma receita que cont
êm nozes e azeite e foi desenvolvida pela nutricionista Vanderl Marchiori. A sugestão é consumir no período da tarde, entre o almoço e o jantar.


Sandu
íche de agrião e nozes

Rende 1 por
ção

Ingredientes

1/2 x
ícara de folhas de agrião picado
1 colher de sopa de nozes picadas
1 x
ícara de cottage
1 pitada de sal
1 fio de azeite
2 fatias de p
ão preto

Modo de preparo

Misture bem todos os ingredientes e coloque no p
ão preto. 

23 de maio de 2011

Alimentação para Prevenir e Reduzir a Celulite



A indesejável celulite é causada por alterações no tecido gorduroso sob a pele, em conjunto com alterações na microcirculação, que causam aumento do tecido fibroso. O aparecimento da celulite depende de vários facores: Prédisposição genética; fatores hormonais; alimentação e vida sedentária.

Para previnir e reduzir a celulite, além dos exercícios físicos, existem alguns alimentos que você pode aderir aos seus hábitos alimentares que auxiliaram a evitar este mal, confira: 
  • Fibras: proporcionam sensação de saciedade e arrastam consigo as toxinas depositadas nas paredes do intestino. 
  • Antioxidantes: são a maior arma contra os radicais livres, que roubam nutrientes responsáveis pela boa saúde das células.  Fontes: chá branco, verde, vermelho, laranja, acerola, limão, abacaxi, folhas verdes escuras, caju, pequenas porções de amêndoas e peixes.
  • Acelga e beterraba ativam o sistema linfático. 
  •  Broto de feijão e pepino aumentam a atividade diurética.

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Aliandra F. Veiga - Naturóloga

20 de maio de 2011

Teste: Como está sua alimentação?



Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas que vão determinando o sentido de nossa caminhada, os alimentos fazem parte dessas escolhas constantemente. Comer não é somente sabor, esse verbo envolve muito mais que isso, vai além dos sentidos sensoriais: paladar, olfato e visão. É uma escolha para a vida, o humor, a aparência, a disposição, a respiração, o físico externo e interno, todos estes e outros mais são também determinados que voê escolhe para comer.
Você já parou para pensar em como está sua alimentação?
O link do Ministério da Saúde traz um teste para você saber se está indo pelo caminho saudável ou se precisa melhorar. É super interessante e vale a pena. Faça seu teste: http://nutricao.saude.gov.br/teste_alimentacao.php

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Aliandra F. Veiga - Naturóloga